A Planilha Lucas Borbs é uma ferramenta de precificação focada em delivery que tenta resolver o erro mais comum de quem vende comida: ignorar as taxas de marketplace e o custo real de cada grama de insumo.
Analisando tecnicamente, ela não é um software de gestão, mas um calculador de margem. O objetivo é tirar o empreendedor do “achismo” e colocar o lucro líquido no papel através de fichas técnicas automatizadas.
O pilar da lucratividade: A Ficha Técnica
Precificar por “olhômetro” ou copiando o preço do concorrente é a receita para quebrar. No delivery, o lucro mora nos centavos.
A lógica aplicada aqui é a decomposição total. Se você usa 150g de carne e 20g de queijo, a ferramenta calcula o custo exato com base no preço do quilo pago ao fornecedor.
Sem essa precisão, você ignora a volatilidade dos preços dos insumos e acaba vendendo prejuízo sem sequer perceber que a margem sumiu.
A armadilha das taxas de aplicativos
O erro fatal de muitos donos de hamburgueria e pizzaria é aplicar a taxa do iFood ou Rappi apenas sobre o valor final, sem recalcular o markup.
A planilha integra essas taxas no cálculo de venda. Isso permite que o preço no balcão seja um, e o preço no app seja outro, preservando a sua margem de lucro líquida.
A taxa do app não é um custo variável simples; ela é uma fatia do seu faturamento que consome a margem se não for embutida matematicamente no preço.
O que é necessário para a ferramenta funcionar
A planilha é automatizada, mas não é mágica. O resultado final é tão confiável quanto a qualidade dos dados que você insere.
Para que a análise de conversão de custos funcione, você precisará de:
- Inventário real: Preços atualizados de cada ingrediente e embalagem.
- Custos fixos: Aluguel, luz, internet e pró-labore detalhados.
- Pesagem rigorosa: Saber exatamente quanto de cada item vai em cada prato.
Se você não tem o hábito de pesar insumos ou anotar cada centavo gasto, a ferramenta perde a utilidade, pois a precisão do cálculo depende de dados reais.
Para quem busca organizar esses números rapidamente, a Planilha de Precificação do Lucas Borbs serve como um ponto de partida acessível para quem ainda não usa um ERP profissional.
Como calcular o preço de venda no delivery de forma correta?
Você deve somar o custo de todos os insumos (ficha técnica), embalagens, taxas de entrega e a comissão do aplicativo. Sobre esse custo total, aplica-se o markup para cobrir despesas fixas e garantir a margem de lucro líquido desejada.
O que é a ficha técnica e por que ela é obrigatória?
A ficha técnica é o detalhamento de cada grama ou ml de ingrediente usado em um prato. Sem ela, você precifica por “olhômetro”, ignorando desperdícios e variações de preço dos fornecedores, o que destrói a margem de lucro.
Como embutir a taxa do iFood ou Rappi no preço sem espantar o cliente?
A taxa do app deve ser tratada como um custo variável percentual. O cálculo correto é dividir o custo do produto por (1 – taxa do app – margem de lucro), garantindo que a comissão seja paga pelo preço final e não saia do seu lucro.
Qual a diferença entre custo fixo e custo variável no delivery?
Custos fixos são aqueles que existem mesmo se você não vender nada (aluguel, internet, salários base). Custos variáveis oscilam conforme a venda (ingredientes, embalagens e taxas de cartão/app).
Como saber se estou tendo prejuízo por pedido?
Compare o valor líquido recebido do app (após taxas) com a soma da ficha técnica + embalagem + custo de entrega. Se o resultado for menor que a sua margem de contribuição esperada, você está pagando para trabalhar.
Posso precificar meu delivery baseando-me apenas na concorrência?
Não. A concorrência pode ter custos de insumos menores, processos mais eficientes ou estar operando no prejuízo para ganhar mercado. Sua precificação deve ser baseada nos seus custos reais e na sua meta de lucro.
O que é Markup e como ele ajuda na precificação?

