E se a gente tentasse? – Becky Albertalli e Adam Silvera | eBookPDF
A principal dúvida de quem acompanhou o primeiro livro é: Ben e Arthur terminam juntos no final de “E se a gente tentasse?”. Sem entregar spoilers que estraguem a sua experiência, a resposta é que este livro foi escrito justamente para resolver o “final aberto” do volume anterior, entregando um desfecho definitivo e muito mais maduro sobre a possibilidade de um primeiro amor resistir ao tempo e às mudanças da vida adulta.
O que você precisa saber antes de mergulhar nesta sequência
1. Preciso ler “E se fosse a gente?” antes deste?
Sim, a leitura do primeiro volume é essencial. Embora a escrita de Albertalli e Silvera seja fluida, “E se a gente tentasse?” se passa dois anos após os eventos do primeiro livro. Entender a “química do acaso” que os uniu na agência de correios em Nova York é o que dá peso emocional ao reencontro. Este livro é sobre as consequências de escolhas passadas e como o amadurecimento transforma a visão de mundo dos protagonistas.
2. Qual é a faixa etária e o tom da história?
O livro é classificado para jovens adultos (15+ anos). Diferente do primeiro, que tinha um tom de comédia romântica adolescente quase mágica, esta sequência é mais realista. Arthur está em um relacionamento com Mikey e Ben está tentando seguir em frente com Mario. O texto aborda temas como faculdade, carreira, bissexualidade e a pressão de se tornar um adulto funcional, mantendo o humor característico, mas com uma camada extra de profundidade emocional.
3. O livro foca apenas no romance?
Não, e esse é um dos pontos fortes. O desenvolvimento individual é prioridade. Ben está lidando com a escrita de seu livro e sua relação com o pai, enquanto Arthur enfrenta os desafios de um estágio dos sonhos no teatro em Nova York. A narrativa alterna entre os pontos de vista (POV) de cada autor, o que permite entender que a “dor” de um reencontro não é unilateral; ambos cresceram e têm medos diferentes agora.
4. Vale a pena para quem não gosta de finais tristes?
Adam Silvera é conhecido por “destruir corações” (vide Os dois morrem no final), mas aqui ele escreve em parceria com Becky Albertalli (autora de Com Amor, Simon), que traz uma leveza otimista. O equilíbrio entre os dois autores garante que, embora existam momentos de aperto no peito, a jornada seja recompensadora. É um livro sobre esperança e segundas chances, não sobre sofrimento gratuito.
Perguntas de nicho e detalhes técnicos
Qual o diferencial desta edição física?
A edição brasileira da Intrínseca trouxe um presente para os fãs: a arte de capa americana original, que era um desejo antigo da comunidade. Além disso, o verso da sobrecapa possui uma nova arte para o primeiro livro (E se fosse a gente?), permitindo que você padronize sua estante caso tenha a primeira edição. São 368 páginas de uma leitura que flui rapidamente devido aos diálogos ágeis.
Como está a reputação da obra entre os leitores?
Com uma nota média de 4,8 de 5 estrelas e mais de 1.600 avaliações, o livro é amplamente aclamado. Os pontos positivos mais citados são a evolução do personagem Ben e a forma honesta como os autores tratam relacionamentos à distância. Algumas críticas pontuais mencionam que o início é um pouco lento por focar nos novos interesses amorosos dos protagonistas, mas admitem que isso é necessário para construir a tensão do reencontro.
É melhor ler no Kindle ou físico?
O eBook costuma ter um preço agressivo (em torno de R$ 15,89), sendo ideal para quem quer ler imediatamente. Porém, para colecionadores, a edição física com o detalhe da sobrecapa reversível agrega um valor estético que faz diferença na coleção de literatura LGBTQ+.
Contexto de Apoio: Por que esta história ressoa tanto?
A literatura jovem adulta passou por uma transformação na última década. Se antes as histórias LGBTQ+ eram focadas quase exclusivamente na dor da aceitação, autores como Becky Albertalli e Adam Silvera mudaram o jogo ao focar no “direito ao romance clichê”.
Em “E se a gente tentasse?”, eles elevam a discussão. Não se trata mais apenas de “se apaixonar”, mas de “permanecer apaixonado” ou saber a hora de deixar ir. Ben e Arthur representam dois arquétipos muito comuns: o cético que se protege com sarcasmo e o otimista que acredita em sinais do universo.
Dica prática de leitura: Preste atenção nas referências à cultura pop e ao teatro musical. Elas não são apenas acessórios; elas ditam o ritmo emocional das cenas, especialmente as de Arthur. Se você é fã de musicais da Broadway, a experiência de leitura será triplicada.
Minha percepção humanizada: O que mais me tocou nesta obra foi a coragem dos autores em admitir que o primeiro amor nem sempre é perfeito. Muitas sequências tentam apenas repetir a fórmula do primeiro sucesso, mas aqui eles se arriscam ao colocar os protagonistas em situações desconfortáveis com outras pessoas. Isso torna a escolha final deles — seja ela qual for — muito mais legítima. É um livro sobre “timing”. Às vezes a pessoa certa aparece no momento errado, e este livro pergunta: o que acontece quando o relógio finalmente marca a hora certa?
Se você sentiu que o primeiro livro deixou um vazio ou uma ponta de saudade, esta obra é o fechamento de ciclo que você merece. É uma carta de amor a Nova York e a todos que já se perguntaram “e se?”.
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E se a gente tentasse? – Versão Física e Digital


